POR FIM, O FIM DA SOCIALIZAÇÃO...
Como um último agente socializador: os meios de comunicação
Os meios de comunicação assumem o papel de agentes socializadores, a medida em que, influenciam as atitudes e opiniões das pessoas e dentro disso, a televisão constitui um dos exemplos mais paradigmáticos.
tal como a instituição escolar, também os meios de comunicação de massas se inscrevem num contexto sociologicamente determinado. Sendo assim, cabe a nós, descobrir quais as relações interpostas que podem implementar entre estas duas formas de realidade social, representadas pela escola e meios de comunicação em massa.
Todos os sociólogos concordam que, com o aparecimento dos meios de comunicação contribui gradativamente para suscitar um certo sentimento de desadaptação da escola à sua função social.
Outra questão que faz dos mass media um elemento a ser discutido no processo de socialização diz respeito à cultura.
Edgar Morin, em sua obra Cultura de Massas no Século XX, estabelece que a cultura oriunda dos mass media –Terceira Cultura – desenvolve-se e projeta-se aos lados das culturas clássicas e nacionais e caracteriza-se como mass culture.
A cultura de massa é produzida segundo as normas maciças de fabricação industrial. Destina-se a uma grande massa social além e aquém das estruturas internas da sociedade (classes, família, etc.).
De fato, ainda não há uma dimensão exata dos efeitos dos mass media no comportamento das pessoas. Mas o que não se pode duvidar é que os meios de comunicação influenciam profundamente as atitudes e perspectivas das pessoas. Eles produzem uma grande variedade de informações, às quais os indivíduos não teriam acesso de outra forma.
Sendo assim, podemos dizer que o desenvolvimento dos meios de comunicação de massas alargou o âmbito dos agentes socializadores e que, a televisão exerce uma influência, particularmente, forte visto que atinge cotidianamente as pessoas.
Bem, acho que coloquei em dia minhas atividades... Semana que vem pretendo retomar o assunto "Modernidade" e se possível analisar uma das músicas mais emblemáticas dessa era: "Alegria, Alegria" do tudo-de-bom Caetano Veloso... Até lá...
EM SE TRATANDO DE ESCOLA ...
... ainda temos um outro assunto relacionado a isso. Semana passada, pois ainda estou no atraso, o Prof. Jarbas nos deu um texto para cometarmos em nosso blog: Computadores na Educação: uma visão não-Orwelliana do escritor George A. Miller.
O texto, muito oportuno para o assunto que trabalhamos aqui, trata de algumas questões que por serem relevantes devem ser trabalhadas e pensadas quando tratamos das novas tecnologias dentro da educação.
Segundo Miller, a cultura computadorizada será inevitável num futuro próximo, diante disso, o que cabe anós é começar a educar nossas crianças para viverem nela. Todavia, para ele o computador não mudará os padrões do pensamento humano - como muitos acreditam - pois defende a idéia de que um ser humano auxiliado por um computador continua a ser humano... E o mundo real deve e sempre prevalece...
Para Miller a disseminação dos computadores significa uma diminuição das chances da uma elite tecnocrática usá-los para explorar as massas ignorantes - confesso nunca ter pensado sobre esse aspecto mas concordo plenamente com Miller - e a escola é uma boa candidata para esta finalidade pois, além de ser um lugar natural para o ensino, os estudantes estão na idade certa para aprender "as ameaças e maravilhas do computador".
Sobre o papel dos computadores na escola, Miller não acredita que os computadores devam imitar os professores, pois a teoria da instrução na qual se baseiam é, no mínimo, falha e, corre-se o risco das crianças não se interessarem em ir mais à escola, a partir do momento em que podem “levar o professor” para todos os lugares...
“Os computadores não são bons professores; podem, porém, ser excelentes computadores.”
NA CORRERIA DESSE MUNDO MODERNO...
Esta semana fiquei em falta com meu Blog... Por motivos maiores, não publiquei minha mensagem semana passada e, por isso, hoje a farei em dose dupla... Sendo assim, vamos por a agenda em dia e postar nossas mensagens... Ainda sobre socialização, trataremos do papel que a escola ocupa nesse processo.
A escola exerce concomitantemente várias missões e um deles diz respeito às aprendizagens elementares. Dentro dessas instruções básicas, não podemos esquecer, ainda, o fato da escola ser uma das instituições responsáveis pela transmissão da cultura e de toda a diversidade a ela concatenada; é uma das estruturas sociais que visa ensinar normas e valores comuns a uma dada sociedade.
É na escola que a criança convive com outras da mesma idade, compartilha com elas a vida e o trabalho escolar, estabelecendo dessa forma, contratos que podem ser concebidos como elementos de formação, fator determinante para que a escola seja caracterizada como um ambiente socializador.
Em condições normais a educação de um indivíduo exige a intervenção de outras pessoas, sobretudo se esta se processa numa instituição educativa como a escola.
Podemos ver a escola, ainda, sobre um outro aspecto: a escola como realidade institucional e como uma construção social. A educação é a base de sustentação de toda a instituição social e isso já bastaria para compreendermos a estreita relação de interdependência entre escola e sociedade.
Diante disso, podemos concluir que, a educação não é um resultado de um processo individual, mas entre duas categorias sociais distintas: os adultos e os jovens. Freixo nos diz que, o adulto transmite o conhecimento, atitudes e valores considerados ajustados e o jovem recebe-os e apreende-os de acordo com os padrões normais da compreensão e de comportamento da geração jovem. Assim, a educação recebe a característica de uma ação global; receba característica de um processo de socialização.
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