Olha eu de novo aqui gente!!!

 

Fiquei chocada!!! A mensagem logo abaixo dessa - de cunho estritamente relevante e sério - foi escrita a poucos minutos atrás. Inexplicavelmente, quando ia passar para as doces futilidades da vida, deparei-me com a seguinte mensagem: “O número de caracteres foi excedido. Por favor, reduza o número de caracteres da mensagem”. Como assim? Repressão, censura, foi isso. Fiquei chocada! Então, decidi escrever  esse pequeno texto contando as novidades:

 

1o. Vocês viram que eu mudei o papel de parede do blog? Havia alguma coisa no anterior que me incomodava... Acho que era o fato de ter que ficar rolando a barra de controle para poder ver tudo o que tinha na tela. Esse é um pouco mais escuro, mas, pelo menos, contém todo o conteúdo!!! Vou deixar ele mais “alegrinho” escrevendo com letrinhas coloridas... Vamos ver como fica, mas enfim, prefiro ele assim...

2o. Programa para o final de semana: Se você não tem nada programado para o final de semana, tá sem grana – já que o que é good nóis não have – curte um cinema e adora debates intelectuais acalorados, eu tenho a solução para seus problemas!!!

 

Cinema Brasileiro Atual: Cultura e Sociedade - Filme: “Central do Brasil”, de Walter Salles.

 

A idéia é propiciar debates sobre o modo como aspectos da cultura, em especial os novos ritmos musicais, estão sendo incorporados em filmes recentes do chamado Cinema da Retomada; e, por conseguinte, que relações se pode fazer da incorporação da música com as questões sociais. Assim, um ponto interessante a ser debatido diz respeito à trilha musical dos filmes que serão exibidos e comentados.

  

Quando: 19 de março (sábado) – 16 horas

Onde: Alpharrabio Livraria - ENTRADA FRANCA

Rua Eduardo Monteiro, 151 – Santo André – Tel.: 4438-4358

 

E vocês não sabem o melhor!!! Adivinhem quem será o palestrante!!!! Maíra, essa é pra  você!

Sim, ele mesmo, o meu querido professor Humberto Pereira da Silva!!! Não é o máximo?! Obviamente, estarei lá prestigiando-o, afinal, ele merece.... é tudo de bom...

Bem, novidades contadas, hora de repousar.... Até a próxima!

TUDO É UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE

 

Boa Madrugada!

Isso mesmo, caros leitores, são exatas 02:20 da madrugada de quinta para sexta-feira e ponho-me a escrever para vocês. Bem, isso não é lá um grande sacrifício para minha pessoa, visto que tenho uma identidade notívaga, ou seja, que A-D-O-R-A  a noite.Eu, particularmente, prefiro utilizar a minha madrugada no aconchego do meu lar, não curto muito as “baladas”. Tem coisa melhor do que o silêncio da madrugada para pensarmos, refletirmos, e escrevermos nossos blogs? Não, na minha opinião não. Questão de identidade.

Identidade. Eis o assunto de hoje. Etimologicamente, identidade tem por definição: “lat. identitas,átis em Marciano Capela (c425), do lat.cl. idem 'o mesmo', segundo uma progênie, que vem desde Cícero, de gerar subst. abstratos de pronomes (qualìtas, alterìtas); o adv. do lat.cl. identidem 'de novo, repetidamente' teria aberto o caminho formal para este subst., para idêntico (ver) e para sua cognação;”.

Repetidamente. Destaco essa definição. Será que hoje podemos atribuir o mesmo significado ao termo identidade? Bem, talvez há muitos e muitos anos atrás, praticamente no Período Jurássico (bem, também não é assim) a identidade não era uma questão problemática e não estava sujeita à reflexão ou discussão. Ela era fixa, sólida e estável. Todavia, hoje a coisa é bem diferente. Na modernidade, a identidade passa a ter um caráter móvel, múltiplo, pessoal, reflexivo e sujeito a mudanças e inovações. Apresento-lhes as “crises de identidade”. Brincadeira a parte, discutir a identidade num período como o nosso é extremamente importante, visto ser impossível dissociar a constituição das sociedades modernas, sem que para isso, tracemos um viés das conseqüências dessa globalização tanto no indivíduo quanto na sociedade – o que afeta, decisivamente, “os aspectos pessoais de nossa existência”. Aqui, o importante não é ressaltar o “eu”, mas a questão da “auto-identidade, que são constituídos pelas instituições modernas, subentendendo aqui, os mass media.

E você deve estar se perguntando: “Sim, e daí?” Bem, obviamente, como vocês são leitores atenciosos, compenetrados no ato de ler, vocês se lembram quando na mensagem anterior citei as Darlene”s e Letícia’s da vida, certo? Então, é aí o elo de ligação entre essas duas mensagens.

Baudrillard argumenta que na sociedade pós-moderna da informação e da mídia somos, no máximo, um “termo no terminal”, ou um efeito cibernetizado de “fantásticos sistemas de controle”, isso porque a cultura da mídia é um lugar de implosão da identidade e da fragmentação do indivíduo.  Argumenta que a televisão e outras formas da cultura da mídia desempenham papel fundamental na reestruturação da identidade contemporânea e na conformação de pensamentos e comportamentos.

O que fazer então? Usarei outro autor para esclarecer essa pequena névoa: Douglas Kellner.

Kellner acredita num alfabetismo crítico em relação à mídia, ou seja, desenvolver uma leitura crítica em relação à mídia, ou seja, desenvolver uma leitura crítica, e isso se dá, principalmente, pelo fato de encontrarmos na mídia a forma dominante de cultura, forma que nos socializa e nos fornece material de identidade, tanto em termos de reprodução quanto de mudança de sociedade e essa “alfabetização” consiste em ler as imagens criticamente; aprender como apreciar, decodificar e interpretar imagens, analisando tanto a forma como elas são construídas e operam em nossas vidas, quanto o conteúdo que elas comunicam em situações concretas.

E agora, você deve estar pensando: “E as criancinhas com isso?” Elementar meu caro Watson!

As crianças, seres puros e ingênuos por essência, são alvos fáceis para as armadilhas cibernéticas. Hoje expostas, muito mais do que antes, a todos essa tecnologia, é inevitável que acabem dominadas pela ideologia cibernética (eu tinha que falar de Ideologia, senão, não seria aluna da professora Neide Cardoso de Moura!).

Para finalizar, visto que é o sono que está a me dominar, reafirmo a importância de discutirmos esse assunto enfocando nossas adoráveis crianças, pois já se fez tarde a necessidade de ampliarmos suas competências cognitivas; de ajudá-las a se tornarem indivíduos autônomos e capazes de se emanciparem de formas contemporâneas de dominação e capazes de sobreviverem aos assaltos das imagens da mídia que inundam nossa cultura.

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